30 setembro 2006

Som brutal...



...na Banda Sonora.

A 1ª vítima da guerra é a inocência...

O tio Phil abriu as hostilidades com o Ding Ding Dong do Gunther, mas eu contra-ataco com: GUNTHER+SAMANTHA FOX, A VINGANÇA!!!

29 setembro 2006

A Porrada™ do dia

Robert Downey Jr vai ter cuecas de ferro



Os produtores de IRON MAN acabam de anunciar quem vai vestir a armadura do vingador dourado no filme de imagem real realizado por John Favreu (sim o cómico bronco que deu o corpo a Foggy Nelson no filme Daredevil): o mediático Robert Downey Jr.

Apesar dos imediatos gritos de horror dos fãs, a meu ver a escolha faz todo o sentido já que Downey Jr. tal como Tony Stark não se coibe de caír em vícios e problemas bem mundanos, e, por outro lado, já beijou Calista "Ally McBeal" Flockhart, por isso sabe o que é ter a pele em contacto com materiais frios, inanimados e finíssimos.

O novo Lost?



Vi esta madrugada o primeiro episódio da série que a NBC encomendou para fazer frente ao LOST da ABC.

HEROES pega em conceitos de BD como o White Event da Marvel, ou ainda Rising Stars e uns laivos de Supreme Power do argumentista J. Michael Straczynski, gerando a premissa "o que aconteceria se pessoas normais fossem agraciadas com poderes sobre-humanos.

Aspectos positivos:
*A série mantém uma frescura narrativa que ajuda a elevar o género, mesmo não remetendo para ele directamente, muito a exemplo do Unbreakable de M. Night Shyamalan;
*Ao exemplo de Lost, as personalidades díspares guiam a narrativa, o que dá carácter à série;
*O sentimento de incredibilidade pelas façanhas das personagens é genuíno e, nesta fase, não forçado, pelo que atinge claramente o pressuposto de atrair os espectadores sem os levar demasiadamente para o campo da "suspension of disbelief";
*A personagem do mangaka japonês que subitamente se vê com poderes vai fazer o gosto de todos os fãs.

Aspectos Negativos:
*Alguns dos efeitos especiais são claramente pagos com budget de televisão, o que leva a cenas mal resolvidas, quase a roçar o campo do patético, como a cena de "vôo" de uma das personagens, que parece saída de um mau episódio de "Lois e Clark: the new adventures of Superman";
*Os diálogos são mastigados, com demasiada exposição e com um toquezinho lamechas que normalmente existe na maioria de pilotos cancelados da TV americana. Pode ser que isso seja ultrapassado quando novos guionista pegarem em futuros episódios, pois às vezes o criador nem sempre é o melhor argumentista;
*"Heroes" é mesmo muito parecido com as séries de BD que mencionei atrás, algo até recentemente experimentado em TV na série The 4400 ;
*Os produtores estão claramente a contar com o proverbial "ovo no cú da galinha", avisando que este é só o início de uma saga, que é como quem diz "se isto vender bem vamos sacar o máximo de seasons possíveis e spin offs, nem que tenhamos de sacrificar o plot e tornar o conceito num prato de fast food requentada como os X-Files.

Em conclusão:
Felizmente o panorama do que hoje é descrito como ficção de mainstream continua a alargar-se. Quero acreditar que a série vai conseguir manter-se afastada de clichês e ter uma identidade própria.

Heroes não é o Lost nem nunca será, mas isso nem tem necessariamente de ser algo negativo.

28 setembro 2006

A Porrada™ do dia

Finalmente: a solução para Marques Mendes

Manhã

Abro um olho.
Ligo a TV nas notícias.
Acordo à medida que vou sendo bombardeado sucessivamente e por esta ordem com um Tsunami, uma chacina de refugiados, um louco homicida num liceu e, finalmente, um discurso de Cavaco Silva.
Foi aqui que percebi que o apocalipse está de facto cada vez mais perto. Afinal de contas, que tipo de mundo cruel é este que nos desperta para um novo dia com a funesta carantonha de Cavaco Silva?

26 setembro 2006

Metro



Quem lhe visse a pele mãos das, brilhante e luzidia apesar da tez negra, nunca imaginaria todo o sangue que lhe escorreu entre os dedos há uma vida atrás.
No Ruanda, Camarões ou Zaire, teve de olhar os anciões nos olhos e confrontá-los abertamente numa guerra que não era a sua.
O Crime e a droga compraram-lhe a comida e o conforto a que nunca teriam tido acesso se tivesse optado por ficar entre os seus.
Hoje, numa qualquer carruagem de metro em Lisboa, a comida era mais barata e a sua camisa branca sempre imaculada e perfumada. Todavia os dedos, esses, nunca perderiam a sensação do que foi um dia ter o sangue de crianças inocentes a escorrer em catadupa numa sinfonia de gritos e medo… por mais brilhante e luzidia que fosse a pele das suas mãos.

A Porrada™ do dia

25 setembro 2006

Toy Dolls...

...na Banda Sonora.

No século XXI



1- O anónimo será a maior estrela mundial,
2- a vida será a maior das ficções,
3- o vídeo caseiro será o substituto do celulóide,
4- a webcam será o psicólogo de todos,
5- o nada será tudo.

21 setembro 2006

A Porrada™ do dia

As Manobras contra-atacam



Mais um sketch que escrevi para as Manobras de Diversão e que tem o condão de finalmente tratar a justiça portuguesa com o respeito que lhe é devido.

Agenda para os próximos meses



A pergunta que se impõe é: ecletismo ou esquizofrenia?

20 setembro 2006

A Porrada™ do dia

Bow down to the King



Há música de fazer crescer cabelos no peito e grunhir de contentamento másculo (ou não) na secção Banda Sonora.

Metro



A hora de ponta já tinha passado e isso era bem evidente na descontracção da mulher que lia calmamente um livro de apontamentos.
”Mulher” seria neste caso apenas uma aproximação optimista, uma vez que o seu cabelo ralo e branco, a sua expressão austera e queixo proeminente faziam-na por vezes mudar de sexo, consoante o ângulo em que se a observasse.
Pelas calças curtas pela canela e blusa fina especular-se-ia que trabalhava numa repartição pública sem ar condicionado, optando por tentar manter-se ingenuamente fresca mesmo quando toda a gente sabe que é impossível fugir ao calor de uma vida de trabalho sem sentido.
Pelo avançado da hora teria tirado uma folga. Talvez até aproveitado para tratar dos assuntos do filho pelo qual tinha sacrificado uma existência ao lado de um homem que a tratava como um animal de estimação: uns dias com festas e outros a pontapé.
Agora, ali no metro, já sem marido e sem o respeito do filho por todas as concessões e sacrifícios, suspirava surpreendentemente de alívio a ler o seu caderno talvez de poesias, talvez de sonhos, ou até talvez de especulações sobre se seria possível recomeçar uma vida aos 55 anos de idade.

18 setembro 2006

A Porrada™ do dia

Cheira-me a Manobras de Diversão



Um dos programas para o qual mais gozo me deu participar como guionista foi as Manobras de Diversão. Assente num formado criado para espectáculos ao vivo na feira do livro e depois no teatro, em fins de 2004 as Manobras mudaram-se para a TV de armas e bagagens usando um híbrido de sketches, stand up e canções para satirizar a realidade contemporânea.

Apesar de contar com o contributo dos grandes Bruno Nogueira, Marco Horácio e Manuel Marques (entre outros), mais uma vez os horários irregulares e a competição com ratings de reality shows ditaram o fim prematuro de uma série que agradava a muita gente.

Espreitem acima um dos sketches escritos por mim e que, curiosamente ou talvez não, ainda permanece super actual!