19 outubro 2006

E se toda a gente gostasse um bocadinho de ler?



Há perguntas que por mais que nos queiramos abstrair nos marcam com a candura de um tiro no peito.
Há autores que têm o dom de marcar tudo o que fazem com a honestidade da sua entrega fora do comum. O Rui Cardoso Martins é um desses autores que não só marca o nosso país ficcional com Conversas da Treta, Contra-Informações e Crónicas Públicas, mas ameaça também espalhar o terrorismo em forma de ideias que marcarão todas as vítimas/leitores.
É como vítima potencial e admirador que estarei hoje, dia 19 de Outubro, às 18.30 na Fnac do Colombo, a assistir ao lançamento de "E se eu gostasse muito de morrer".

13 outubro 2006

Nova Banda Sonora



Cowboys, kung fu, astronautas e raios laser.
A homenagem dos Muse ao Sem Comentários na Banda Sonora

12 outubro 2006

A Porrada™ do dia

O melhor videoclip de sempre...



...faz-nos concluir que:

-José Cid tem olhos,
-José Cid era parecido com o "menino Nelito",
-Londres gamou a ideia dos autocarros com dois andares a José Cid,
-Benny Hill gamou a maneira de filmar os sketches a José Cid,
-José Cid é DEUS!

A Porrada™ do dia

11 outubro 2006

Paz e amor ou a razão porque há Deus no céu e Tarantino e Rodriguez na terra



Grindhouse, a homenagem de Tarantino e Rodriguez aos exploitation films!

P.s- não sei porquê faz todo o sentido ver o Sayid "Lost" entre um bando de zombies canibais dos anos 70...

09 outubro 2006

Warcraft Vs South Park...ou a história de umas pessoas que eu cá sei...



mas a vingança serve-se com pizza fria...e uns quilitos a mais:

A Porrada™ do dia

A resurreição do modelo SNL...que durou pouco

Apesar da falta de tradição no nosso país, programas como o Saturday Night Live ou Mad TV elevaram o estatuto do sketch interpretado por grupos de actores que funcionavam numa lógica aproximada de companhias de teatro, e que deram ao mundo talentos como Chevy Chase, Eddie Murphy, Bill Murray, ou, mais recentemente Will Ferrell, Mike Myers e Adam Sandler.
Interessante é porém reparar que às ganas criativas do início deste tipo de projectos, e ao seu auge de gags cheios de nonsense e um avantajado par de testículos, se passou em meados dos anos 90 por uma seca que dura até hoje de actores medíocres, piadas repetidas até à exaustão e uma confrangedora falta de coragem em atacar certas figuras.
Se muito pode ser atribuído à presente versão da queda do império romano-americano, às mãos do louco incendiário Nero-Bush, também é verdade que a exigência do público foi sendo cada vez menor numa sociedade mediada por baixos patamares culturais e críticos.
Mas como nem só de exaustão e gerações xunga vive este nosso mundo, uma das melhores coisinhas a sair da MTV enquanto produtora de conteúdos nos anos 90 foi a série The State, que voltou a pegar na comédia de sketches feita in-house por uma companhia de actores saídos de clubes de comédia e do improv-stand up novaiorquino que teve o condão de explodir convenções e explorar gags e punch lines bastante ousadas. Infelizmente a MTV na altura não tinha a abrangência que tem hoje, e o programa, assim como o grupo, viriam a desvanecer-se nas malhas do esquecimento, deixando no entanto grandes malhas como esta…

06 outubro 2006

A Porrada™ do dia

Metro



Ela era tudo.
De lenço no pescoço, ombros à mostra e calções curtos, ocultava o olhar com óculos escuros que mantinham o mistério da direcção do seu olhar.
Os longos cabelos cor de breu contrastavam com o branco cuidado das unhas, numa combinação fatal.
Homem ou mulher, ninguém a ousava olhar de frente. Porém, todos sabíamos que não havia ninguém na carruagem que não estivesse a observar todo e qualquer contorno seu.
Neste estado de embriaguez colectiva, ninguém sabia muito bem onde estávamos quando o assobio mecânico anunciou a chegada à estação e ela saiu.
Percebendo a custo quão fugaz é um vislumbre da perfeição, todos tentámos reagir como se a realidade não fosse um fardo. Ao fundo, um padre voltou a calcular mentalmente o que faria quando fosse acusado de pedofilia, enquanto que um idiota mesmo atrás de mim se lembrou de tentar impressionar a amiga com detalhes sobre a mordida da cobra que havia comprado no mercado negro.
Junto a mim, uma mulher tentou ler o que escrevia. Subitamente desviou o olhar, não sei se por se ter apercebido que outra mulher a deixara tão atraída, ou pelo facto de eu o ter gravado para a posteridade nestas frases.

29 setembro 2006

A Porrada™ do dia

Robert Downey Jr vai ter cuecas de ferro



Os produtores de IRON MAN acabam de anunciar quem vai vestir a armadura do vingador dourado no filme de imagem real realizado por John Favreu (sim o cómico bronco que deu o corpo a Foggy Nelson no filme Daredevil): o mediático Robert Downey Jr.

Apesar dos imediatos gritos de horror dos fãs, a meu ver a escolha faz todo o sentido já que Downey Jr. tal como Tony Stark não se coibe de caír em vícios e problemas bem mundanos, e, por outro lado, já beijou Calista "Ally McBeal" Flockhart, por isso sabe o que é ter a pele em contacto com materiais frios, inanimados e finíssimos.

O novo Lost?



Vi esta madrugada o primeiro episódio da série que a NBC encomendou para fazer frente ao LOST da ABC.

HEROES pega em conceitos de BD como o White Event da Marvel, ou ainda Rising Stars e uns laivos de Supreme Power do argumentista J. Michael Straczynski, gerando a premissa "o que aconteceria se pessoas normais fossem agraciadas com poderes sobre-humanos.

Aspectos positivos:
*A série mantém uma frescura narrativa que ajuda a elevar o género, mesmo não remetendo para ele directamente, muito a exemplo do Unbreakable de M. Night Shyamalan;
*Ao exemplo de Lost, as personalidades díspares guiam a narrativa, o que dá carácter à série;
*O sentimento de incredibilidade pelas façanhas das personagens é genuíno e, nesta fase, não forçado, pelo que atinge claramente o pressuposto de atrair os espectadores sem os levar demasiadamente para o campo da "suspension of disbelief";
*A personagem do mangaka japonês que subitamente se vê com poderes vai fazer o gosto de todos os fãs.

Aspectos Negativos:
*Alguns dos efeitos especiais são claramente pagos com budget de televisão, o que leva a cenas mal resolvidas, quase a roçar o campo do patético, como a cena de "vôo" de uma das personagens, que parece saída de um mau episódio de "Lois e Clark: the new adventures of Superman";
*Os diálogos são mastigados, com demasiada exposição e com um toquezinho lamechas que normalmente existe na maioria de pilotos cancelados da TV americana. Pode ser que isso seja ultrapassado quando novos guionista pegarem em futuros episódios, pois às vezes o criador nem sempre é o melhor argumentista;
*"Heroes" é mesmo muito parecido com as séries de BD que mencionei atrás, algo até recentemente experimentado em TV na série The 4400 ;
*Os produtores estão claramente a contar com o proverbial "ovo no cú da galinha", avisando que este é só o início de uma saga, que é como quem diz "se isto vender bem vamos sacar o máximo de seasons possíveis e spin offs, nem que tenhamos de sacrificar o plot e tornar o conceito num prato de fast food requentada como os X-Files.

Em conclusão:
Felizmente o panorama do que hoje é descrito como ficção de mainstream continua a alargar-se. Quero acreditar que a série vai conseguir manter-se afastada de clichês e ter uma identidade própria.

Heroes não é o Lost nem nunca será, mas isso nem tem necessariamente de ser algo negativo.

28 setembro 2006

A Porrada™ do dia

Finalmente: a solução para Marques Mendes

Manhã

Abro um olho.
Ligo a TV nas notícias.
Acordo à medida que vou sendo bombardeado sucessivamente e por esta ordem com um Tsunami, uma chacina de refugiados, um louco homicida num liceu e, finalmente, um discurso de Cavaco Silva.
Foi aqui que percebi que o apocalipse está de facto cada vez mais perto. Afinal de contas, que tipo de mundo cruel é este que nos desperta para um novo dia com a funesta carantonha de Cavaco Silva?