11 janeiro 2007

Nova BANDA SONORA

...a rodar no SC. E não... a música escolhida não tem nada a ver com isto.

Ano novo, a roubalheira do costume...

Este é só mais um daqueles sites que vai buscar aqui e ali pedaços de filmes, séries, cartoons e outras coisinhas que os piratas do mundo nos vão dando o prazer de conhecer antes mesmo de ainda terem estreado por cá (Rocky Balboa anyone?).
Pessoalmente gosto do escuro aconchegante de uma sala de cinema para ver os meus filmes, ou de uma caixa de DVD's que posso abrir até matar todos os cliffhangers das séries que me deixam absorto, mas sem dúvida que a revolução está à porta e nada vai ser como dantes.

P.S- admitam lá, pelo título do post julgavam que ia falar sobre a previsível "retoma" do campeonato de futebol português...

20 dezembro 2006

Mesinha de Cabeceira Popular #200

Saiu durante a Feira Laica, algures nos recônditos do Espaço profundo a edição nº200 numa série bem mais pequena do "Mesinha de Cabeceira Popular", um Mix.Zine de ilustração e Banda Desenhada para quem gosta de espreitar o lado menos mainstream da vida.

Tendo por base "uma reflexão sobre a cultura popular: ícones, mediatização e globalização", conta com contribuições de Eric Braün, Claudio Parentela, Jano, Jacob Klemencic, Brian Chippendale, Stijn Gisquiere, Nuno Pereira, Filipe Abranches, Dalibor, Katharina Hausladen & Dice Industries, Tommi Musturi, João Chambel, André Lemos, João Maio Pinto, Pedro Zamith, S.G. & José Feitor, Monia Nilsen, Joana Figueiredo e Marte & JCoelho... para além de uma história de 8 páginas com argumento meu e desenhos bem catitas do Pepedelrey.

Consultem o site da Chili com Carne para pormenores sobre os pontos de venda, preços, etc.

11 dezembro 2006

A Porrada™ do dia

A razão pela qual não fiz a vasectomia

A noite em que tivémos todos 5 anos




Por mais que respeite outras opiniões, o show do passado dia 5 da Smackdown em Portugal não só não desapontou como me trouxe toda uma nova dimensão, a dos house-shows que representavam a modalidade e que cativavam espectadores bem antes de qualquer televisão ou gimmick comercial.
Alertado para as diferenças brutais entre o que se vê na televisão e o que me esperava no Atlântico, embarquei céptico para o evento, acompanhado do Carlos, amigo de longa data com quem vi a explosão de ícones como Hulk Hogan, André the Giant ou o Ultimate Warrior por satélite, bem antes de em Portugal sequer se falar em duplas patadas no peito.
O show começou à hora marcada, provando que a organização não tinha nenhuma influência nacional. Logo depois entraria o manager Theodore Long a criar pathos ao introduzir uma Battle Royal de 16 homens para discutir qual o candidato dessa noite ao título de Batista. Logo aí ficou por terra uma das impressões de que o ringue seria mais pequeno…não só os 16 matulões lá couberam todos dentro como houve mais que espaço para algumas manobras arrojadas, bem como para Kane e Chris Benoit enfrentarem sozinhos 6 heels que lhe queriam fazer a folha. Nada mais normal do que ver este primeiro acabar com uma vitória maldosa de Finlay sobre Kane que pediria vingança para mais tarde.
Um a um foram-se sucedendo os combates e o mais espantoso foi não só a entrega do público que nunca deixou de puxar e de fazer a festa, como do cariz alegórico e por vezes circense que bons performers como Vito, William Regal, Mr Kennedy, Benoit e Jimmy Wang.
Para culminar Batista contra Finlay foi um labor of love aquele público louco. O campeão venceu hipóteses inimagináveis, distribuindo spine busters a torto e a direito, enquanto 10 mil pessoas gritavam de pé muito para além do combate quando a bandeira portuguesa cobriu os longos ombros de Batista e se entoou a música de Eddie Guerrero.
Ao meu lado um míudo gritava ao pai: “Vês… o bom ganhou… às vezes não ganha mas hoje correu tudo bem!”. E foi esse mesmo o sentimento numa noite onde todos os “bons” ganharam, todos os “maus” perderam e de repente o wrestling foi um circo divertido onde performers dotados mostraram os seus truques quase saídos dos sonhos de miúdos de 5 anos que nunca se aleijam.

01 dezembro 2006

As últimas 10 do shuffle do meu leitor de MP3...

... ou mais uma demonstração de esquizofrenia latente:

1) Muse- Eco-politics
2) Morcheeba- Rome wasn't built in a day
3) Motorhead- Jailbait
4) Bonnie Summervile- Winding Road
5) Muse- Ruled by secrecy
6) System of a down- Needles
7) Zero 7- In the wayting line
8) Franz Ferdinand- Come on home
9) Kaiser Chiefs- Modern way
10)Tenacious D- The cosmic shame

obs.- Haverá um plot das bandas começadas por M para dominar o mundo?

28 novembro 2006

Morreu Dave Cockrum



Nascido em 1943, Dave Cockrum foi assistente de Murphy Anderson na DC onde ganharia a sua primeira grande oportunidade: desenhar o título "Legion of Super-Heroes" que redefinia para um novo público.

Logo depois saltaria para a Marvel onde colocaria os seus dotes prodigiosos de composição e sentido estilístico desenhando o clássico "Giant Size X-Men 1" que salvaria não só o título da extinção como daria a definição mais famosa de sempre de revamp, levando jovens de todo o mundo a ataques febris com a maneira sexy que desenhava as suas heroinas.

Ano após ano teve problemas de saúde e de dinheiro. Consta que a Marvel o "ajudou" há alguns anos, pagando-lhe as contas médicas em troco da assinatura de um contrato em que rescindia dos direitos das personagens que criou e desenhou.

Deixa-nos para além dos títulos falados pérolas como "Futurians" e "Starjammers", entre muitos outros. Onde quer que esteja, está certamente a desenhar pois era assim que gostava de viver.

24 novembro 2006

Nova Banda Sonora



Raiva contra a máquina contra-ataca!

23 novembro 2006

Entretanto...

A minha fruteira...


A minha oficina...


A minha arma...

10 novembro 2006

Sem Escape

A carruagem estava pronta, a foice afiada e o manto dobrado a preceito.
Todos os dias a Morte se preparava para levar o velho Cristóvão para junto dos seus contemporâneos há muito idos. Todavia, a carta teimava em não chegar, e o homem recusava-se a deixar o mundo dos vivos enquanto esta situação não se resolvesse.
“Mestre Cristóvão, a situação está a passar de todos os limites possíveis e imaginários.” – disse-lhe finalmente a Morte em mais uma tarde que devia ser funesta mas que exalava um primaveril perfume a lilases e sabão da roupa.
“Eu sei. Mais uma vez só posso dizer que estou aborrecido e envergonhadíssimo.” – suspirou Cristóvão enquanto servia uma chávena de chá à sua sombria companhia.
Exasperada, a Morte coçou o nariz, ou pelo menos o sítio onde as pessoas normais costumavam ter nariz – “Já lhe disseram alguma coisa dos correios?” – perguntou, tentando conter a frustração.
“Disseram, disseram. Mas foi só para avisar que ainda não sabiam de nada. E que com as greves todas do mês passado era muito provável que ainda demorasse mais algum tempo.”
“Isso é um ultraje!”
“Foi o que eu lhes disse. Cheguei até a perguntar-lhes se tinham a noção que estavam a brincar com a morte… mas nada. Três colheres de açúcar como sempre?”
A Morte assentiu num suspiro, meio envergonhada por gostar das coisas sempre demasiado doces.
Cristóvão pousou o bule e passou os olhos pela sua modesta casa, onde a única habitação servia simultaneamente de cozinha, quarto e sala de estar.
“Como deve perceber também não é fácil para mim ter tudo preparado e nunca saber a que dia vou partir.” – queixou-se, apontando para a roupa dobrada dentro da mala feita sobre a pequena cama.
“Mas eu tenho guerras para começar e calamidades para servir. E se…” – entusiasmada a Morte levantou-se, quase entornando a chávena - “…e se lhe mandasse entregar a carta no outro mundo?”
Cristóvão torceu o nariz. “Não sei. Com todo o respeito nunca ouvi falar ninguém que a tivesse recebido e regularizado a situação depois de morto.”
De rompante e com os nervos em franja, a Morte caminhou uma vez mais em direcção à porta - “Muito bem. Mais um dia será. Mas vou levar isto às chefias superiores. É impossível o IRS exigir tanto das pessoas.”
Cristovão rematou - “Só há duas coisas certas na vida…”
“Sim, sim… os impostos e a morte, mas parece-me que estes continuam a ganhar vantagem a cada ano que passa” – interrompeu a funesta senhora, batendo com a porta atrás de si.
E nessa noite sentiu-se que as guerras continuariam de folga e as calamidades por acontecer, à medida que um certo técnico tributário recebeu instruções do seu médico para permanecer de baixa por mais quinze dias.

© ND/2006

08 novembro 2006

A Porrada™ do dia

Brinquedos que marcaram a infância britãnica

Blast from the past...


Ah, que saudades da vida na estrada, do vento a bater numa longa cabeleira desgrenhada, e de todos quanto faziam do circuito das cassetes pirata uma verdadeira movida à portuguesa. Bem hajam!

Está escolhida a prenda para este natal...

A Porrada™ do dia

Por falar em "full body thongs"...



Tive o prazer de assistir a uma ante-estreia da docucomédia "Borat!: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan".

De Borat , o famoso reporter do Cazaquistão que já apresentou os MTV Europe Awards e outras tantas coisas já muito se falou e se vai falar ainda muito mais, mas a verdadeira estrela aqui é Sasha Baron Cohen, um animal de palco pela maneira como se mantém in character em situações socialmente atrozes que pela sua ousadia e perigo fariam os meninos do Jackass tremer que nem pequenas Uzbeques assustadas.

A outra estrela, claro está, é a sociedade americana, que consegue ser infimamente mais ridícula do que qualquer tertúlia do Kazaquistão com ou sem galinhas à mistura.

Filho da coragem de Sasha Baron Cohen e da mestria de Larry Charles (vide "Seinfeld" e "Curb your enthusiasm")o filme peca curiosamente apenas pelas partes ficcionadas que não conseguem competir com a graça da realidade crua e desconcertante.

A seguir atentamente como a melhor comédia do ano.

Pepe à lá Coelho



© Jorge Coelho 2006

Coelho à lá Pepe



© Pepedelrey 2006