02 março 2007

À Procura do F.I.M.


"À Procura do F.I.M." é o tipo de peça de teatro que gostava de ter visto em miúdo. Tem aventuras, reis e rainhas, combates de capa e espada, robôs iluminados, uma heroína despassarada, revoluções, convoluções e viagens no tempo.
Foi por isso que aceitei pegar na BD original do Nuno Artur Silva e do António Jorge Gonçalves, para, em parceria com a Susana Romana, escrever uma louca e despretensiosa adaptação de uma História de Portugal em 60 minutos.
Produzido pela PLANO 6 em parceria com as PRODUÇÕES FICTÍCIAS, com músicas geniais do grande Gimba num exercício muito de musical-anti-musical à lá Spamalot, este é um daqueles projectos que muito me orgulham, não só pelas pessoas envolvidas como pela prova de que às vezes temos a hipótese de escrever as histórias com que sempre sonhámos desde pequenos.

"À Procura do F.I.M" estreia dia 11 de Março, no Teatro Tivoli em Lisboa. Miúdos ou graúdos apareçam.
Press Kit

28 fevereiro 2007

O Turno no Fantas



O Turno da Noite, a série de animação que criei e escrevi, realizada pelo grande Carlos Fernandes continua na sua ronda de ante-estreias antes de passar pelos ecrãs da RTP.
Desta vez, integrado numa retrospectiva da animação portuguesa, será exibido um episódio no Fantasporto, festival onde aliás sempre quisemos que espreitasse com a sua carinha feia de humor negro.
A exibição terá lugar na 6ª feira 2 de Março no Pequeno Auditório do Rivoli, às 17.30h na sessão CURTAS METRAGENS PORTUGUESAS 2.
Ficamos à espera de impressões sobre este projecto que continuamos a acarinhar apesar de, uma vez mais, temos a dizer que só soubemos desta exibição pelos média, uma vez que o produtor tem aparentemente mais do que fazer do que se preocupar minimamente com quem lhe paga as contas.

Cliquem na janela de cima para verem um pequeno line-test de animação num dos estágios iniciais de produção.

15 fevereiro 2007

A Porrada™ do dia (em 3 actos)



p.s- Porrada™ gentilmente cedida por este grande estadista

2 grandes conclusões



1- Salazar lá se deu bem a ir a votos ;

2- Só no calor da luta se repara no quão grande e peluda temos a nossa barriga.

Grande dia de S.Valentim



Depois de pela primeira vez ter passado todo o dia dos namorados na cama cheguei a uma conclusão: se todas as relações fossem como uma brutal dor de estômago o mundo seria um lugar mais feliz.

13 fevereiro 2007

O pior dos piores

É já esta noite, às 22.30, na SIC NOTÍCIAS, que os "Piores Portugueses" vão ter o seu lugar de destaque.
Chamo a atenção para o calibre dos nomeados, que simbolizam e bem o "rapar do tacho" que é ser Português, bem como para o meu cameo como actor (também à sua maneira uma das piores prestações de sempre na arte de representar) na peça "Salazar é fixe!" da autoria do FHF...

Somos Homens ou não somos Homens?



Confesso-me culpado.
Gosto do humor do Herman e fui dos que ficaram colados à TV no Sábado a assistir ao seu regresso a uma pátria da qual nunca se devia ter ausentado.
Obviamente as críticas foram logo imediatas e ferozes. Diz-se que o Homem está velho e a usar personagens e tiques gastos.
Penso precisamente o contrário. Gosto do sentimento de série em construção que o primeiro episódio deixou. Gosto de ver que há mais do que humor episódico ou por sketches em Portugal, um humor construido na segurança de arcos narrativos e da construção de personagens.
Fica patente que Herman absorveu subitamente inspirações de League of Gentlemen, Little Britain, Office e outros que tal, e que se está a reinventar com brio e dedicação, sem ceder aos críticos que querem 8 ou 80.
Domingo lá estarei, com a dedicação com que via o Tal Canal, o Hermanias ou a Herman Enciclopédia.

30 janeiro 2007

A Porrada™ do dia

*P.s- Gil Kane a mostrar porque era um dos grandes...

Moore ou Morrison?

Alguém colocou a pergunta.
Aqui segue a minha resposta:

É inegável a importância do douto hirsuto para a modernidade de uma indústria dos comics onde não só a qualidade e o nexo de intencionalidade de cada valor de produção favorecem a obra como um todo, mas também pela valorização do "argumentista" como parte primacial no processo criativo.

Todavia... Morrison é Pow, é Bang, é Biff, é Zap.
Se bem que Escocês, é de cá, é de lá, é americano e é de todo o universo.
Gourmet de todo o tipo de iguarias psico-trópicas e outras, é normal fazer do Evangelho de um Coiote um pequeno nada que é tudo, ou Infinitas Crises um tudo que molda na palma da mão, chegando a quebrar a 4ª dimensão e permitindo aos leitores um relacionamento doentio com as personagens.
É Xorn, é Marcianos Brancos, é um Invisível roubado pelos Wachowski, é um esquadrão de assassinato de vacas Skrull, um Asilo Arkham e um Super-Homem de todas as estrelas, completo e definitivo.

Para além da sua abrangência, Morrison ultrapassa Moore pela cumplicidade que tem para com o trabalho regular, pela ausência de medo de se enfrentar a si próprio e pela alegria pura e simples de trabalhar em projectos ora intelectuais e elitistas, ora primais e puramente simplistas.

Se Morrison é filho das oportunidades geradas por Moore, hoje é pai por direito próprio, e nem mesmo toda junta, a prole de Ellis, Ennis, Millar e companhia se aproximam da sua genialidade.

28 janeiro 2007

Excelente argumento para o "SIM"...

...a participação do PNR na marcha do "não", esta tarde em Lisboa!

14 janeiro 2007

Dificuldade inesperada

Até que um dia ela me pediu para a matar.
Pensámos ambos até nos doer a cabeça, tendo o som de várias novelas para adolescentes como fundo, mas a verdade é que não nos ocorria como o fazer.
Tentei baleá-la, estripá-la e até mordê-la. Tudo o que consegui foi uma dor nos maxilares igual ás que apanhava quando mastigava pastilhas velhas e secas que nem um pau.
Cansada, ela disse-me que eu não prestava para nada.
Fiquei irritado pois nunca pensei que a cabra fosse tão rija.

11 janeiro 2007

A Porrada™ do dia

p.s.- que saudades das porradas explosivas do Jim Aparo

Nova BANDA SONORA

...a rodar no SC. E não... a música escolhida não tem nada a ver com isto.

Ano novo, a roubalheira do costume...

Este é só mais um daqueles sites que vai buscar aqui e ali pedaços de filmes, séries, cartoons e outras coisinhas que os piratas do mundo nos vão dando o prazer de conhecer antes mesmo de ainda terem estreado por cá (Rocky Balboa anyone?).
Pessoalmente gosto do escuro aconchegante de uma sala de cinema para ver os meus filmes, ou de uma caixa de DVD's que posso abrir até matar todos os cliffhangers das séries que me deixam absorto, mas sem dúvida que a revolução está à porta e nada vai ser como dantes.

P.S- admitam lá, pelo título do post julgavam que ia falar sobre a previsível "retoma" do campeonato de futebol português...

20 dezembro 2006

Mesinha de Cabeceira Popular #200

Saiu durante a Feira Laica, algures nos recônditos do Espaço profundo a edição nº200 numa série bem mais pequena do "Mesinha de Cabeceira Popular", um Mix.Zine de ilustração e Banda Desenhada para quem gosta de espreitar o lado menos mainstream da vida.

Tendo por base "uma reflexão sobre a cultura popular: ícones, mediatização e globalização", conta com contribuições de Eric Braün, Claudio Parentela, Jano, Jacob Klemencic, Brian Chippendale, Stijn Gisquiere, Nuno Pereira, Filipe Abranches, Dalibor, Katharina Hausladen & Dice Industries, Tommi Musturi, João Chambel, André Lemos, João Maio Pinto, Pedro Zamith, S.G. & José Feitor, Monia Nilsen, Joana Figueiredo e Marte & JCoelho... para além de uma história de 8 páginas com argumento meu e desenhos bem catitas do Pepedelrey.

Consultem o site da Chili com Carne para pormenores sobre os pontos de venda, preços, etc.

11 dezembro 2006

A Porrada™ do dia

A razão pela qual não fiz a vasectomia

A noite em que tivémos todos 5 anos




Por mais que respeite outras opiniões, o show do passado dia 5 da Smackdown em Portugal não só não desapontou como me trouxe toda uma nova dimensão, a dos house-shows que representavam a modalidade e que cativavam espectadores bem antes de qualquer televisão ou gimmick comercial.
Alertado para as diferenças brutais entre o que se vê na televisão e o que me esperava no Atlântico, embarquei céptico para o evento, acompanhado do Carlos, amigo de longa data com quem vi a explosão de ícones como Hulk Hogan, André the Giant ou o Ultimate Warrior por satélite, bem antes de em Portugal sequer se falar em duplas patadas no peito.
O show começou à hora marcada, provando que a organização não tinha nenhuma influência nacional. Logo depois entraria o manager Theodore Long a criar pathos ao introduzir uma Battle Royal de 16 homens para discutir qual o candidato dessa noite ao título de Batista. Logo aí ficou por terra uma das impressões de que o ringue seria mais pequeno…não só os 16 matulões lá couberam todos dentro como houve mais que espaço para algumas manobras arrojadas, bem como para Kane e Chris Benoit enfrentarem sozinhos 6 heels que lhe queriam fazer a folha. Nada mais normal do que ver este primeiro acabar com uma vitória maldosa de Finlay sobre Kane que pediria vingança para mais tarde.
Um a um foram-se sucedendo os combates e o mais espantoso foi não só a entrega do público que nunca deixou de puxar e de fazer a festa, como do cariz alegórico e por vezes circense que bons performers como Vito, William Regal, Mr Kennedy, Benoit e Jimmy Wang.
Para culminar Batista contra Finlay foi um labor of love aquele público louco. O campeão venceu hipóteses inimagináveis, distribuindo spine busters a torto e a direito, enquanto 10 mil pessoas gritavam de pé muito para além do combate quando a bandeira portuguesa cobriu os longos ombros de Batista e se entoou a música de Eddie Guerrero.
Ao meu lado um míudo gritava ao pai: “Vês… o bom ganhou… às vezes não ganha mas hoje correu tudo bem!”. E foi esse mesmo o sentimento numa noite onde todos os “bons” ganharam, todos os “maus” perderam e de repente o wrestling foi um circo divertido onde performers dotados mostraram os seus truques quase saídos dos sonhos de miúdos de 5 anos que nunca se aleijam.