24 maio 2007
Aviso ao meu amigo Fernando Santos
Agora que piadas badalhocas de mau gosto dão origem a processos e reprimendas oficiais, é melhor ir pensando em arranjar advogado para explicar essa de que "o Benfica vai ser campeão para a próxima época".
23 maio 2007
Site imprescindível

De que a internet está cheia de banalidades já toda a gente sabe. Ele são Wikis para estudos de tudo e mais alguma coisa, sites para especialistas de doenças raras, causas humanitárias, portais de ajuda para primeiros socorros e patetices desse género.
FELIZMENTE alguém descobriu todo o potencial do meio e resolveu presentear o mundo com o Suicide Food, o primeiro site totalmente dedicado à tão nobre e por vezes esquecida ciência de análise de anúncios de bichos que apreciam ser fatiados, cozinhados e comidos.
Talvez ainda exista esperança para a internet afinal de contas...
21 maio 2007
G'anda palhaço

Ora aqui está a prova que "The Dark Knight" vai dar seguimento a "Batman Begins" como a melhor adaptação de BD de todos os tempos.
Heath Ledger afasta-se da imagem de cowboy homo e Christopher Nolan promete que este Joker vai ser de matar a rir...com ênfase psicótica e assustadora na parte do "matar".
Curiosa também a campanha viral da outra personagem importante para a trama, a do procurador geral Harvey Dent.
Cheira-me que este 5 minutos de guião deste filme vão ser melhores que as quase 3 horas cheias de coincidências de "Aranha 3".
Bollywood Vs Hollywood
Em Bollywood tudo é diferente.
Cinquentões barrigudos anafados com esteróides podem ser heróis de filmes de acção onde se usam efeitos estapafúrdios que nos fazem rir.
De Hollywood por outro lado chega-nos isto:
18 maio 2007
16 maio 2007
PF TV

Acaba de estrear o novo projecto das PF, um canal online, com alguns dos melhores momentos feitos para TV e muitos conteúdos pensados exclusivamente para net.
Aliás...em breve terão notícias minhas quanto a um algo muito especial que estou a trabalhar precisamente neste campo. Vão lá e cliquem em tudo quanto é sítio.
04 maio 2007
Só para chatear
Ora aí está o Homem Aranha 3. Será que alguém do PNR vai ver o filme agora que o super-herói é preto?
03 maio 2007
28 abril 2007
Surpresa
Mais de 10 anos depois voltei a ser observado por um médico.
A atenção e os avanços foram muito melhorados, mas alguém me podia ter dito que um tipo agora tinha de lá deixar metade do ordenado, as chaves do carro e a certidão de paternidade do próximo filho só para lhe darem uma vista de olhos às amígdalas.
Está explicada a razão do ar azamboado do Eusébio quando saiu do hospital.
A atenção e os avanços foram muito melhorados, mas alguém me podia ter dito que um tipo agora tinha de lá deixar metade do ordenado, as chaves do carro e a certidão de paternidade do próximo filho só para lhe darem uma vista de olhos às amígdalas.
Está explicada a razão do ar azamboado do Eusébio quando saiu do hospital.
27 abril 2007
Nem Madrid Nem Barça: Mourinho vai treinar os DX
...e o Petit só não entra para a WWE porque já lá mora outro animal.
25 abril 2007
A prova de 33 anos de sucesso...
...é que antigamente não se podiam fazer concursos para glorificar políticos medíocres, nem colocar cartazes de gente com ideias estupidamente atrozes.
24 abril 2007
Campanha patrocinada pelo Viagra e pela APAF
Pinto da Costa vai a eleições mais uma vez para a presidência do FCP. Façam o favor de consultar o site da sua candidatura para saber a que horas e em que casas de alterne se vão efectuar as acções de campanha. Como sempre haverá fruta à discrição para membros da arbitragem.
23 abril 2007
Lições da Masmorra™
Em 2003 fui convidado a criar uma série de tiras de BD para figurarem nas opções extra da edição nacional do DVD "Vilões de Banda Desenhada".
Desenhadas num estilo solto e caricatural pelo Pedro Potier, as tiras retratam várias situações do dia-à-dia de uma loja de coleccionáveis e banda desenhada chamada "A masmorra".
Alguns anos e outros tantos copos mais tarde, eu e o Potier resolvemos não só trazer as tiras originais de volta, mas embarcar na ideia de produzir o mínimo de uma nova a cada semana. Aqui seguem as primeiras duas para aguçar o apetite...


(cliquem nas imagens para ver a versão legível)
©ND/PP 2007
Desenhadas num estilo solto e caricatural pelo Pedro Potier, as tiras retratam várias situações do dia-à-dia de uma loja de coleccionáveis e banda desenhada chamada "A masmorra".
Alguns anos e outros tantos copos mais tarde, eu e o Potier resolvemos não só trazer as tiras originais de volta, mas embarcar na ideia de produzir o mínimo de uma nova a cada semana. Aqui seguem as primeiras duas para aguçar o apetite...


(cliquem nas imagens para ver a versão legível)
©ND/PP 2007
20 abril 2007
Se o La Féria vê isto ainda mete a Anabela a espetar vampiros...

Passa hoje, 6ª feira às 14.30, e amanhã, Sábado às 18, na Sic Radical "Once More with feeling", o 10º episódio da sétima série de "Buffy the vampire slayer", que é, pasme-se, um musical.
Apesar de por vezes conotada de formulaica, banal e geralmente mal amanhada especialmente quando comparada com os "Sopranos" e "Lost"'s desta vida, "Buffy" permaneceu sempre uma série capaz de se reiventar, auto-parodiar e dar voltas inesperadas. A provar isso mesmo surge este episódio onde Buffy e o Scooby Gang se vêem a braços com uma maldição que os põe a cantar e a dançar qual musical da Broadway.
Completamente escrito, dirigido e orquestrado por Joss Whedon, o multi-facetado criador da série, o episódio dá uma bofetada de luva branca a todos quanto acusavam o cast de falta de amplitude e talento, e é hoje visto como um fenómeno de culto quer por fãs quer por curiosos.
Aqui fica um cheirinho...
19 abril 2007
17 abril 2007
A queda de um mito...prateado
Apesar de proeminentemente representado na nova incursão cinematográfica dos "Quatro Fantásticos" (sim, digo à portuguesa, que é como a eles fui apresentado pela velhinha série onde aparecia o H.e.r.b.i.e.), o VERDADEIRO Surfista Prateado anda pelas ruas da amargura, depois da endoculturação a que foi sujeito no nosso planeta.
Assistam a este impressionante documentário e testemunhem no que se tornou o pobre Norin Radd. Mais vale ser-se escravo de Galactus ou habitante neste planeta?
Assistam a este impressionante documentário e testemunhem no que se tornou o pobre Norin Radd. Mais vale ser-se escravo de Galactus ou habitante neste planeta?
13 abril 2007
Morreu Kurt Vonnegut

...consta que não andará pelo Matadouro 5, mas sim algures a beber copos e a trocar piadas mordazes com Mark Twain.
12 abril 2007
Pintor de videoclips
A passar repetidamente no meu browser anda este "Fallen Leaves" dos canadianos Billy Talent, uma banda algures entre o punk rock dos Green Day e sonoridades mais experimentais como a dos Muse.
As imagens cuidadosamente pinceladas como um Dali vivo ou um delírio do Guilhermo Del Toro foram concebidas pelo realizador e fotógrafo Dean Karr, que já nos havia brindado com trabalhos inovadores para Ozzy Osbourne, Cypress Hill e o inacreditável "Sweet Dreams" de Marilyn Manson. Aqui estão alguns dos seus trabalhos como fotógrafo .
11 abril 2007
03 abril 2007
Melancomédia
É lançada hoje às 18.30 no teatro Tivoli a versão em livro do MELANCÓMICO do Nuno Costa Santos, que para além de um dos mais singulares humoristas e escritores da nossa praça tem também um perigoso remate de direita com que aterroriza as áreas adversárias nos jogos da malta às 3ªs feiras.
Confiram o espectacular filme de promo aqui, depois apareçam e não se esqueçam do vosso próprio saco do Lidl.
30 março 2007
Sempre na crista da onda

A bombar desde 1952, a revista MAD é um dos esteios da sátira americana. Provando que está actual como nunca, aqui está a capa do próximo especial da publicação de idiotas dedicada exclusivamente a um dos maiores representantes da espécie de todos os tempos.
22 março 2007
Contra-Indicações
Estava consumado: tomara a pílula para se esquecer da vida que tinha.
O alívio fora rápido e os sinais exteriores evidentes. Apesar de químico, um sorriso sempre era um sorriso.
Poucos se podiam gabar do que tinha alcançado com o tratamento, todavia, certos lapsos de memória recentes apoderavam-se dele com crescente regularidade.
Os sinais eram claros e só ele não os vira. A sobredosagem provocara uma ausência de si próprio a tal ponto que já mal aparecia reflectido no espelho.
Num último momento de lucidez gritou para que lhe permitissem optar pela eutanásia, mas a única resposta que obteve foi que o aperfeiçoamento pessoal era um bem demasiado precioso para se perder com devaneios de identidade privada.
Apesar de sorridente para o resto da vida, tornara-se completamente invisível ao espelho, e, misturado entre os outros, nunca mais ninguém o viu.
©ND/2007
O alívio fora rápido e os sinais exteriores evidentes. Apesar de químico, um sorriso sempre era um sorriso.
Poucos se podiam gabar do que tinha alcançado com o tratamento, todavia, certos lapsos de memória recentes apoderavam-se dele com crescente regularidade.
Os sinais eram claros e só ele não os vira. A sobredosagem provocara uma ausência de si próprio a tal ponto que já mal aparecia reflectido no espelho.
Num último momento de lucidez gritou para que lhe permitissem optar pela eutanásia, mas a única resposta que obteve foi que o aperfeiçoamento pessoal era um bem demasiado precioso para se perder com devaneios de identidade privada.
Apesar de sorridente para o resto da vida, tornara-se completamente invisível ao espelho, e, misturado entre os outros, nunca mais ninguém o viu.
©ND/2007
21 março 2007
O que aconteceu no Conselho Nacional do CDS-PP
Vídeo com as respostas para a falta de visão de Ribeiro e Castro e com a agressão e contra-ataque de Maria José Nogueira Pinto!
13 março 2007
07 março 2007
Paradigma

É sintomático que o Capitão América tenha morrido quando a nação em si parece querer renascer da morte lenta a que foi condenada pela administração Bush.
Nos comics já se sabe que a morte dura pouco, mas e na vida das nações, será que há hipótese de recuperar do rigor mortis?
06 março 2007
Sim meninas...

...o imperador Xerxes da adaptação cinematográfica de 300 é Rodrigo Santoro em versão depilada e com piercings suficientes para ser considerado utensílio de faca de mato. Deve ser para compensar o facto de apenas ter aparecido 10 segundos nos 1ºs 10 episódios da 3ª época do Lost.
Aranha 3

Os produtores de "Spiderman 3" em colaboração com a NBC decidiram colocar online um excerto de 7 minutos do filme para download aqui!
As cenas passarão igualmente antes do episódio desta semana de Heroes, que está a fazer na TV o que a saga do Aranha fez no cinema, nomeadamente a recuperação do interesse pelo mainstream dos comics.
Apesar do excelente aspecto do que já deu para ver deste "Spiderman 3" e do facto de Sam Raimi continuar a liderar o projecto, começo a achar que a coisa pode estar em perigo quando o que a malta mais quer ver é o vilão de serviço...
02 março 2007
À Procura do F.I.M.

"À Procura do F.I.M." é o tipo de peça de teatro que gostava de ter visto em miúdo. Tem aventuras, reis e rainhas, combates de capa e espada, robôs iluminados, uma heroína despassarada, revoluções, convoluções e viagens no tempo.
Foi por isso que aceitei pegar na BD original do Nuno Artur Silva e do António Jorge Gonçalves, para, em parceria com a Susana Romana, escrever uma louca e despretensiosa adaptação de uma História de Portugal em 60 minutos.
Produzido pela PLANO 6 em parceria com as PRODUÇÕES FICTÍCIAS, com músicas geniais do grande Gimba num exercício muito de musical-anti-musical à lá Spamalot, este é um daqueles projectos que muito me orgulham, não só pelas pessoas envolvidas como pela prova de que às vezes temos a hipótese de escrever as histórias com que sempre sonhámos desde pequenos.
"À Procura do F.I.M" estreia dia 11 de Março, no Teatro Tivoli em Lisboa. Miúdos ou graúdos apareçam.
Press Kit
28 fevereiro 2007
O Turno no Fantas
O Turno da Noite, a série de animação que criei e escrevi, realizada pelo grande Carlos Fernandes continua na sua ronda de ante-estreias antes de passar pelos ecrãs da RTP.
Desta vez, integrado numa retrospectiva da animação portuguesa, será exibido um episódio no Fantasporto, festival onde aliás sempre quisemos que espreitasse com a sua carinha feia de humor negro.
A exibição terá lugar na 6ª feira 2 de Março no Pequeno Auditório do Rivoli, às 17.30h na sessão CURTAS METRAGENS PORTUGUESAS 2.
Ficamos à espera de impressões sobre este projecto que continuamos a acarinhar apesar de, uma vez mais, temos a dizer que só soubemos desta exibição pelos média, uma vez que o produtor tem aparentemente mais do que fazer do que se preocupar minimamente com quem lhe paga as contas.
Cliquem na janela de cima para verem um pequeno line-test de animação num dos estágios iniciais de produção.
26 fevereiro 2007
15 fevereiro 2007
2 grandes conclusões
1- Salazar lá se deu bem a ir a votos ;
2- Só no calor da luta se repara no quão grande e peluda temos a nossa barriga.
Grande dia de S.Valentim

Depois de pela primeira vez ter passado todo o dia dos namorados na cama cheguei a uma conclusão: se todas as relações fossem como uma brutal dor de estômago o mundo seria um lugar mais feliz.
13 fevereiro 2007
O pior dos piores
É já esta noite, às 22.30, na SIC NOTÍCIAS, que os "Piores Portugueses" vão ter o seu lugar de destaque.Chamo a atenção para o calibre dos nomeados, que simbolizam e bem o "rapar do tacho" que é ser Português, bem como para o meu cameo como actor (também à sua maneira uma das piores prestações de sempre na arte de representar) na peça "Salazar é fixe!" da autoria do FHF...
Somos Homens ou não somos Homens?
Confesso-me culpado.
Gosto do humor do Herman e fui dos que ficaram colados à TV no Sábado a assistir ao seu regresso a uma pátria da qual nunca se devia ter ausentado.
Obviamente as críticas foram logo imediatas e ferozes. Diz-se que o Homem está velho e a usar personagens e tiques gastos.
Penso precisamente o contrário. Gosto do sentimento de série em construção que o primeiro episódio deixou. Gosto de ver que há mais do que humor episódico ou por sketches em Portugal, um humor construido na segurança de arcos narrativos e da construção de personagens.
Fica patente que Herman absorveu subitamente inspirações de League of Gentlemen, Little Britain, Office e outros que tal, e que se está a reinventar com brio e dedicação, sem ceder aos críticos que querem 8 ou 80.
Domingo lá estarei, com a dedicação com que via o Tal Canal, o Hermanias ou a Herman Enciclopédia.
30 janeiro 2007
Moore ou Morrison?
Alguém colocou a pergunta.
Aqui segue a minha resposta:
É inegável a importância do douto hirsuto para a modernidade de uma indústria dos comics onde não só a qualidade e o nexo de intencionalidade de cada valor de produção favorecem a obra como um todo, mas também pela valorização do "argumentista" como parte primacial no processo criativo.
Todavia... Morrison é Pow, é Bang, é Biff, é Zap.
Se bem que Escocês, é de cá, é de lá, é americano e é de todo o universo.
Gourmet de todo o tipo de iguarias psico-trópicas e outras, é normal fazer do Evangelho de um Coiote um pequeno nada que é tudo, ou Infinitas Crises um tudo que molda na palma da mão, chegando a quebrar a 4ª dimensão e permitindo aos leitores um relacionamento doentio com as personagens.
É Xorn, é Marcianos Brancos, é um Invisível roubado pelos Wachowski, é um esquadrão de assassinato de vacas Skrull, um Asilo Arkham e um Super-Homem de todas as estrelas, completo e definitivo.
Para além da sua abrangência, Morrison ultrapassa Moore pela cumplicidade que tem para com o trabalho regular, pela ausência de medo de se enfrentar a si próprio e pela alegria pura e simples de trabalhar em projectos ora intelectuais e elitistas, ora primais e puramente simplistas.
Se Morrison é filho das oportunidades geradas por Moore, hoje é pai por direito próprio, e nem mesmo toda junta, a prole de Ellis, Ennis, Millar e companhia se aproximam da sua genialidade.
Aqui segue a minha resposta:
É inegável a importância do douto hirsuto para a modernidade de uma indústria dos comics onde não só a qualidade e o nexo de intencionalidade de cada valor de produção favorecem a obra como um todo, mas também pela valorização do "argumentista" como parte primacial no processo criativo.
Todavia... Morrison é Pow, é Bang, é Biff, é Zap.
Se bem que Escocês, é de cá, é de lá, é americano e é de todo o universo.
Gourmet de todo o tipo de iguarias psico-trópicas e outras, é normal fazer do Evangelho de um Coiote um pequeno nada que é tudo, ou Infinitas Crises um tudo que molda na palma da mão, chegando a quebrar a 4ª dimensão e permitindo aos leitores um relacionamento doentio com as personagens.
É Xorn, é Marcianos Brancos, é um Invisível roubado pelos Wachowski, é um esquadrão de assassinato de vacas Skrull, um Asilo Arkham e um Super-Homem de todas as estrelas, completo e definitivo.
Para além da sua abrangência, Morrison ultrapassa Moore pela cumplicidade que tem para com o trabalho regular, pela ausência de medo de se enfrentar a si próprio e pela alegria pura e simples de trabalhar em projectos ora intelectuais e elitistas, ora primais e puramente simplistas.
Se Morrison é filho das oportunidades geradas por Moore, hoje é pai por direito próprio, e nem mesmo toda junta, a prole de Ellis, Ennis, Millar e companhia se aproximam da sua genialidade.
28 janeiro 2007
Excelente argumento para o "SIM"...
...a participação do PNR na marcha do "não", esta tarde em Lisboa!
14 janeiro 2007
Dificuldade inesperada
Até que um dia ela me pediu para a matar.
Pensámos ambos até nos doer a cabeça, tendo o som de várias novelas para adolescentes como fundo, mas a verdade é que não nos ocorria como o fazer.
Tentei baleá-la, estripá-la e até mordê-la. Tudo o que consegui foi uma dor nos maxilares igual ás que apanhava quando mastigava pastilhas velhas e secas que nem um pau.
Cansada, ela disse-me que eu não prestava para nada.
Fiquei irritado pois nunca pensei que a cabra fosse tão rija.
Pensámos ambos até nos doer a cabeça, tendo o som de várias novelas para adolescentes como fundo, mas a verdade é que não nos ocorria como o fazer.
Tentei baleá-la, estripá-la e até mordê-la. Tudo o que consegui foi uma dor nos maxilares igual ás que apanhava quando mastigava pastilhas velhas e secas que nem um pau.
Cansada, ela disse-me que eu não prestava para nada.
Fiquei irritado pois nunca pensei que a cabra fosse tão rija.
11 janeiro 2007
Ano novo, a roubalheira do costume...
Este é só mais um daqueles sites que vai buscar aqui e ali pedaços de filmes, séries, cartoons e outras coisinhas que os piratas do mundo nos vão dando o prazer de conhecer antes mesmo de ainda terem estreado por cá (Rocky Balboa anyone?).
Pessoalmente gosto do escuro aconchegante de uma sala de cinema para ver os meus filmes, ou de uma caixa de DVD's que posso abrir até matar todos os cliffhangers das séries que me deixam absorto, mas sem dúvida que a revolução está à porta e nada vai ser como dantes.
P.S- admitam lá, pelo título do post julgavam que ia falar sobre a previsível "retoma" do campeonato de futebol português...
Pessoalmente gosto do escuro aconchegante de uma sala de cinema para ver os meus filmes, ou de uma caixa de DVD's que posso abrir até matar todos os cliffhangers das séries que me deixam absorto, mas sem dúvida que a revolução está à porta e nada vai ser como dantes.
P.S- admitam lá, pelo título do post julgavam que ia falar sobre a previsível "retoma" do campeonato de futebol português...
20 dezembro 2006
Mesinha de Cabeceira Popular #200
Saiu durante a Feira Laica, algures nos recônditos do Espaço profundo a edição nº200 numa série bem mais pequena do "Mesinha de Cabeceira Popular", um Mix.Zine de ilustração e Banda Desenhada para quem gosta de espreitar o lado menos mainstream da vida.Tendo por base "uma reflexão sobre a cultura popular: ícones, mediatização e globalização", conta com contribuições de Eric Braün, Claudio Parentela, Jano, Jacob Klemencic, Brian Chippendale, Stijn Gisquiere, Nuno Pereira, Filipe Abranches, Dalibor, Katharina Hausladen & Dice Industries, Tommi Musturi, João Chambel, André Lemos, João Maio Pinto, Pedro Zamith, S.G. & José Feitor, Monia Nilsen, Joana Figueiredo e Marte & JCoelho... para além de uma história de 8 páginas com argumento meu e desenhos bem catitas do Pepedelrey.
Consultem o site da Chili com Carne para pormenores sobre os pontos de venda, preços, etc.
15 dezembro 2006
11 dezembro 2006
A noite em que tivémos todos 5 anos

Por mais que respeite outras opiniões, o show do passado dia 5 da Smackdown em Portugal não só não desapontou como me trouxe toda uma nova dimensão, a dos house-shows que representavam a modalidade e que cativavam espectadores bem antes de qualquer televisão ou gimmick comercial.
Alertado para as diferenças brutais entre o que se vê na televisão e o que me esperava no Atlântico, embarquei céptico para o evento, acompanhado do Carlos, amigo de longa data com quem vi a explosão de ícones como Hulk Hogan, André the Giant ou o Ultimate Warrior por satélite, bem antes de em Portugal sequer se falar em duplas patadas no peito.
O show começou à hora marcada, provando que a organização não tinha nenhuma influência nacional. Logo depois entraria o manager Theodore Long a criar pathos ao introduzir uma Battle Royal de 16 homens para discutir qual o candidato dessa noite ao título de Batista. Logo aí ficou por terra uma das impressões de que o ringue seria mais pequeno…não só os 16 matulões lá couberam todos dentro como houve mais que espaço para algumas manobras arrojadas, bem como para Kane e Chris Benoit enfrentarem sozinhos 6 heels que lhe queriam fazer a folha. Nada mais normal do que ver este primeiro acabar com uma vitória maldosa de Finlay sobre Kane que pediria vingança para mais tarde.
Um a um foram-se sucedendo os combates e o mais espantoso foi não só a entrega do público que nunca deixou de puxar e de fazer a festa, como do cariz alegórico e por vezes circense que bons performers como Vito, William Regal, Mr Kennedy, Benoit e Jimmy Wang.
Para culminar Batista contra Finlay foi um labor of love aquele público louco. O campeão venceu hipóteses inimagináveis, distribuindo spine busters a torto e a direito, enquanto 10 mil pessoas gritavam de pé muito para além do combate quando a bandeira portuguesa cobriu os longos ombros de Batista e se entoou a música de Eddie Guerrero.
Ao meu lado um míudo gritava ao pai: “Vês… o bom ganhou… às vezes não ganha mas hoje correu tudo bem!”. E foi esse mesmo o sentimento numa noite onde todos os “bons” ganharam, todos os “maus” perderam e de repente o wrestling foi um circo divertido onde performers dotados mostraram os seus truques quase saídos dos sonhos de miúdos de 5 anos que nunca se aleijam.
01 dezembro 2006
As últimas 10 do shuffle do meu leitor de MP3...
... ou mais uma demonstração de esquizofrenia latente:
1) Muse- Eco-politics
2) Morcheeba- Rome wasn't built in a day
3) Motorhead- Jailbait
4) Bonnie Summervile- Winding Road
5) Muse- Ruled by secrecy
6) System of a down- Needles
7) Zero 7- In the wayting line
8) Franz Ferdinand- Come on home
9) Kaiser Chiefs- Modern way
10)Tenacious D- The cosmic shame
obs.- Haverá um plot das bandas começadas por M para dominar o mundo?
1) Muse- Eco-politics
2) Morcheeba- Rome wasn't built in a day
3) Motorhead- Jailbait
4) Bonnie Summervile- Winding Road
5) Muse- Ruled by secrecy
6) System of a down- Needles
7) Zero 7- In the wayting line
8) Franz Ferdinand- Come on home
9) Kaiser Chiefs- Modern way
10)Tenacious D- The cosmic shame
obs.- Haverá um plot das bandas começadas por M para dominar o mundo?
28 novembro 2006
Morreu Dave Cockrum

Nascido em 1943, Dave Cockrum foi assistente de Murphy Anderson na DC onde ganharia a sua primeira grande oportunidade: desenhar o título "Legion of Super-Heroes" que redefinia para um novo público.
Logo depois saltaria para a Marvel onde colocaria os seus dotes prodigiosos de composição e sentido estilístico desenhando o clássico "Giant Size X-Men 1" que salvaria não só o título da extinção como daria a definição mais famosa de sempre de revamp, levando jovens de todo o mundo a ataques febris com a maneira sexy que desenhava as suas heroinas.
Ano após ano teve problemas de saúde e de dinheiro. Consta que a Marvel o "ajudou" há alguns anos, pagando-lhe as contas médicas em troco da assinatura de um contrato em que rescindia dos direitos das personagens que criou e desenhou.
Deixa-nos para além dos títulos falados pérolas como "Futurians" e "Starjammers", entre muitos outros. Onde quer que esteja, está certamente a desenhar pois era assim que gostava de viver.
24 novembro 2006
23 novembro 2006
10 novembro 2006
Sem Escape
A carruagem estava pronta, a foice afiada e o manto dobrado a preceito.
Todos os dias a Morte se preparava para levar o velho Cristóvão para junto dos seus contemporâneos há muito idos. Todavia, a carta teimava em não chegar, e o homem recusava-se a deixar o mundo dos vivos enquanto esta situação não se resolvesse.
“Mestre Cristóvão, a situação está a passar de todos os limites possíveis e imaginários.” – disse-lhe finalmente a Morte em mais uma tarde que devia ser funesta mas que exalava um primaveril perfume a lilases e sabão da roupa.
“Eu sei. Mais uma vez só posso dizer que estou aborrecido e envergonhadíssimo.” – suspirou Cristóvão enquanto servia uma chávena de chá à sua sombria companhia.
Exasperada, a Morte coçou o nariz, ou pelo menos o sítio onde as pessoas normais costumavam ter nariz – “Já lhe disseram alguma coisa dos correios?” – perguntou, tentando conter a frustração.
“Disseram, disseram. Mas foi só para avisar que ainda não sabiam de nada. E que com as greves todas do mês passado era muito provável que ainda demorasse mais algum tempo.”
“Isso é um ultraje!”
“Foi o que eu lhes disse. Cheguei até a perguntar-lhes se tinham a noção que estavam a brincar com a morte… mas nada. Três colheres de açúcar como sempre?”
A Morte assentiu num suspiro, meio envergonhada por gostar das coisas sempre demasiado doces.
Cristóvão pousou o bule e passou os olhos pela sua modesta casa, onde a única habitação servia simultaneamente de cozinha, quarto e sala de estar.
“Como deve perceber também não é fácil para mim ter tudo preparado e nunca saber a que dia vou partir.” – queixou-se, apontando para a roupa dobrada dentro da mala feita sobre a pequena cama.
“Mas eu tenho guerras para começar e calamidades para servir. E se…” – entusiasmada a Morte levantou-se, quase entornando a chávena - “…e se lhe mandasse entregar a carta no outro mundo?”
Cristóvão torceu o nariz. “Não sei. Com todo o respeito nunca ouvi falar ninguém que a tivesse recebido e regularizado a situação depois de morto.”
De rompante e com os nervos em franja, a Morte caminhou uma vez mais em direcção à porta - “Muito bem. Mais um dia será. Mas vou levar isto às chefias superiores. É impossível o IRS exigir tanto das pessoas.”
Cristovão rematou - “Só há duas coisas certas na vida…”
“Sim, sim… os impostos e a morte, mas parece-me que estes continuam a ganhar vantagem a cada ano que passa” – interrompeu a funesta senhora, batendo com a porta atrás de si.
E nessa noite sentiu-se que as guerras continuariam de folga e as calamidades por acontecer, à medida que um certo técnico tributário recebeu instruções do seu médico para permanecer de baixa por mais quinze dias.
© ND/2006
Todos os dias a Morte se preparava para levar o velho Cristóvão para junto dos seus contemporâneos há muito idos. Todavia, a carta teimava em não chegar, e o homem recusava-se a deixar o mundo dos vivos enquanto esta situação não se resolvesse.
“Mestre Cristóvão, a situação está a passar de todos os limites possíveis e imaginários.” – disse-lhe finalmente a Morte em mais uma tarde que devia ser funesta mas que exalava um primaveril perfume a lilases e sabão da roupa.
“Eu sei. Mais uma vez só posso dizer que estou aborrecido e envergonhadíssimo.” – suspirou Cristóvão enquanto servia uma chávena de chá à sua sombria companhia.
Exasperada, a Morte coçou o nariz, ou pelo menos o sítio onde as pessoas normais costumavam ter nariz – “Já lhe disseram alguma coisa dos correios?” – perguntou, tentando conter a frustração.
“Disseram, disseram. Mas foi só para avisar que ainda não sabiam de nada. E que com as greves todas do mês passado era muito provável que ainda demorasse mais algum tempo.”
“Isso é um ultraje!”
“Foi o que eu lhes disse. Cheguei até a perguntar-lhes se tinham a noção que estavam a brincar com a morte… mas nada. Três colheres de açúcar como sempre?”
A Morte assentiu num suspiro, meio envergonhada por gostar das coisas sempre demasiado doces.
Cristóvão pousou o bule e passou os olhos pela sua modesta casa, onde a única habitação servia simultaneamente de cozinha, quarto e sala de estar.
“Como deve perceber também não é fácil para mim ter tudo preparado e nunca saber a que dia vou partir.” – queixou-se, apontando para a roupa dobrada dentro da mala feita sobre a pequena cama.
“Mas eu tenho guerras para começar e calamidades para servir. E se…” – entusiasmada a Morte levantou-se, quase entornando a chávena - “…e se lhe mandasse entregar a carta no outro mundo?”
Cristóvão torceu o nariz. “Não sei. Com todo o respeito nunca ouvi falar ninguém que a tivesse recebido e regularizado a situação depois de morto.”
De rompante e com os nervos em franja, a Morte caminhou uma vez mais em direcção à porta - “Muito bem. Mais um dia será. Mas vou levar isto às chefias superiores. É impossível o IRS exigir tanto das pessoas.”
Cristovão rematou - “Só há duas coisas certas na vida…”
“Sim, sim… os impostos e a morte, mas parece-me que estes continuam a ganhar vantagem a cada ano que passa” – interrompeu a funesta senhora, batendo com a porta atrás de si.
E nessa noite sentiu-se que as guerras continuariam de folga e as calamidades por acontecer, à medida que um certo técnico tributário recebeu instruções do seu médico para permanecer de baixa por mais quinze dias.
© ND/2006
08 novembro 2006
Blast from the past...

Ah, que saudades da vida na estrada, do vento a bater numa longa cabeleira desgrenhada, e de todos quanto faziam do circuito das cassetes pirata uma verdadeira movida à portuguesa. Bem hajam!
Por falar em "full body thongs"...

Tive o prazer de assistir a uma ante-estreia da docucomédia "Borat!: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan".
De Borat , o famoso reporter do Cazaquistão que já apresentou os MTV Europe Awards e outras tantas coisas já muito se falou e se vai falar ainda muito mais, mas a verdadeira estrela aqui é Sasha Baron Cohen, um animal de palco pela maneira como se mantém in character em situações socialmente atrozes que pela sua ousadia e perigo fariam os meninos do Jackass tremer que nem pequenas Uzbeques assustadas.
A outra estrela, claro está, é a sociedade americana, que consegue ser infimamente mais ridícula do que qualquer tertúlia do Kazaquistão com ou sem galinhas à mistura.
Filho da coragem de Sasha Baron Cohen e da mestria de Larry Charles (vide "Seinfeld" e "Curb your enthusiasm")o filme peca curiosamente apenas pelas partes ficcionadas que não conseguem competir com a graça da realidade crua e desconcertante.
A seguir atentamente como a melhor comédia do ano.
31 outubro 2006
Conto de Dia das Bruxas
Uma overdose sensorial despertou-o para o holocausto zombie que prometia ser o resto da sua vida.
O cheiro a morte assolou-o como um gongo daqueles filmes chineses de kung fu de qualidade duvidosa. Num acesso de lucidez percebeu que o cheiro emanava de si mesmo e que o homem com a cara em carne viva à sua frente lhe sorria como quem lhe dava as boas vindas à família.
Fechou os olhos quando um exército de crianças com os olhos cheios de crostas e podridão lhe pediram de comer, mas por mais que o tentasse evitar sabia que aquela era a sua realidade de agora em diante.
Espreitou para um espelho não tivesse por ele caído, qual Alice entediada. O que viu era no entanto irreversível: ele era um deles, morto há muito, mas só agora capaz de o aceitar.
Tentou chorar, mas tudo o que conseguiu produzir foi um ruído engraçado da sua traqueia dilacerada e expulsar um pequeno verme que se alojara no seu duto lacrimal.
Vendo aquela lágrima branca e nojenta arrastar-se lentamente pela sua face abaixo, encolheu os ombros e juntou-se aos outros, afinal – com um pouco de hábito – descobriu que o sabor a carne humana até se poderia tornar bastante agradável.
O cheiro a morte assolou-o como um gongo daqueles filmes chineses de kung fu de qualidade duvidosa. Num acesso de lucidez percebeu que o cheiro emanava de si mesmo e que o homem com a cara em carne viva à sua frente lhe sorria como quem lhe dava as boas vindas à família.
Fechou os olhos quando um exército de crianças com os olhos cheios de crostas e podridão lhe pediram de comer, mas por mais que o tentasse evitar sabia que aquela era a sua realidade de agora em diante.
Espreitou para um espelho não tivesse por ele caído, qual Alice entediada. O que viu era no entanto irreversível: ele era um deles, morto há muito, mas só agora capaz de o aceitar.
Tentou chorar, mas tudo o que conseguiu produzir foi um ruído engraçado da sua traqueia dilacerada e expulsar um pequeno verme que se alojara no seu duto lacrimal.
Vendo aquela lágrima branca e nojenta arrastar-se lentamente pela sua face abaixo, encolheu os ombros e juntou-se aos outros, afinal – com um pouco de hábito – descobriu que o sabor a carne humana até se poderia tornar bastante agradável.
Musica nova...
...na Banda Sonora para lembrar o Halloween há uns anos atrás em que uns putos chungas de uma pequena cidade do Ribatejo se partiam a tentar fazer truques de skate ao som de mau heavy metal.
29 outubro 2006
Quem são os muse...?
Muita gente me fez esta pergunta quando disse que fui ver o concerto no campo pequeno da passada 5ª feira.
Pois bem, os Muse são um furacão em palco pelo perfeccionismo da interpretação, valores de produção e capacidade de crescimento.
O concerto do Campo Pequeno está no topo dos melhores que alguma vez vi, e não me admiraria que o amigo Bellamy e sus muchachos fosse apelidados de maior banda do mundo em 2/3 anos.
Isso responde à questão?
Pois bem, os Muse são um furacão em palco pelo perfeccionismo da interpretação, valores de produção e capacidade de crescimento.
O concerto do Campo Pequeno está no topo dos melhores que alguma vez vi, e não me admiraria que o amigo Bellamy e sus muchachos fosse apelidados de maior banda do mundo em 2/3 anos.
Isso responde à questão?
26 outubro 2006
20 outubro 2006
Vejam quem veio comer queijadas


Preview de Daredevil#90, escrito por Ed Brubaker que, precisamente há um ano atrás rumou por estas paragens a propósito do seu estatuto como convidado do Festival de BD da Amadora. CLIQUEM NAS IMAGENS PARA TER ACESSO A VERSÕES MAIORES E LEGÍVEIS.
Mourinho: o segredo!
Tive a sorte de apanhar esta emissão secreta durante uma conferência de imprensa pós-jogo do Chelsea:
19 outubro 2006
E se toda a gente gostasse um bocadinho de ler?

Há perguntas que por mais que nos queiramos abstrair nos marcam com a candura de um tiro no peito.
Há autores que têm o dom de marcar tudo o que fazem com a honestidade da sua entrega fora do comum. O Rui Cardoso Martins é um desses autores que não só marca o nosso país ficcional com Conversas da Treta, Contra-Informações e Crónicas Públicas, mas ameaça também espalhar o terrorismo em forma de ideias que marcarão todas as vítimas/leitores.
É como vítima potencial e admirador que estarei hoje, dia 19 de Outubro, às 18.30 na Fnac do Colombo, a assistir ao lançamento de "E se eu gostasse muito de morrer".
13 outubro 2006
Nova Banda Sonora

Cowboys, kung fu, astronautas e raios laser.
A homenagem dos Muse ao Sem Comentários na Banda Sonora
12 outubro 2006
O melhor videoclip de sempre...
...faz-nos concluir que:
-José Cid tem olhos,
-José Cid era parecido com o "menino Nelito",
-Londres gamou a ideia dos autocarros com dois andares a José Cid,
-Benny Hill gamou a maneira de filmar os sketches a José Cid,
-José Cid é DEUS!
11 outubro 2006
Paz e amor ou a razão porque há Deus no céu e Tarantino e Rodriguez na terra
Grindhouse, a homenagem de Tarantino e Rodriguez aos exploitation films!
P.s- não sei porquê faz todo o sentido ver o Sayid "Lost" entre um bando de zombies canibais dos anos 70...
09 outubro 2006
Warcraft Vs South Park...ou a história de umas pessoas que eu cá sei...
mas a vingança serve-se com pizza fria...e uns quilitos a mais:
A resurreição do modelo SNL...que durou pouco
Apesar da falta de tradição no nosso país, programas como o Saturday Night Live ou Mad TV elevaram o estatuto do sketch interpretado por grupos de actores que funcionavam numa lógica aproximada de companhias de teatro, e que deram ao mundo talentos como Chevy Chase, Eddie Murphy, Bill Murray, ou, mais recentemente Will Ferrell, Mike Myers e Adam Sandler.
Interessante é porém reparar que às ganas criativas do início deste tipo de projectos, e ao seu auge de gags cheios de nonsense e um avantajado par de testículos, se passou em meados dos anos 90 por uma seca que dura até hoje de actores medíocres, piadas repetidas até à exaustão e uma confrangedora falta de coragem em atacar certas figuras.
Se muito pode ser atribuído à presente versão da queda do império romano-americano, às mãos do louco incendiário Nero-Bush, também é verdade que a exigência do público foi sendo cada vez menor numa sociedade mediada por baixos patamares culturais e críticos.
Mas como nem só de exaustão e gerações xunga vive este nosso mundo, uma das melhores coisinhas a sair da MTV enquanto produtora de conteúdos nos anos 90 foi a série The State, que voltou a pegar na comédia de sketches feita in-house por uma companhia de actores saídos de clubes de comédia e do improv-stand up novaiorquino que teve o condão de explodir convenções e explorar gags e punch lines bastante ousadas. Infelizmente a MTV na altura não tinha a abrangência que tem hoje, e o programa, assim como o grupo, viriam a desvanecer-se nas malhas do esquecimento, deixando no entanto grandes malhas como esta…
Interessante é porém reparar que às ganas criativas do início deste tipo de projectos, e ao seu auge de gags cheios de nonsense e um avantajado par de testículos, se passou em meados dos anos 90 por uma seca que dura até hoje de actores medíocres, piadas repetidas até à exaustão e uma confrangedora falta de coragem em atacar certas figuras.
Se muito pode ser atribuído à presente versão da queda do império romano-americano, às mãos do louco incendiário Nero-Bush, também é verdade que a exigência do público foi sendo cada vez menor numa sociedade mediada por baixos patamares culturais e críticos.
Mas como nem só de exaustão e gerações xunga vive este nosso mundo, uma das melhores coisinhas a sair da MTV enquanto produtora de conteúdos nos anos 90 foi a série The State, que voltou a pegar na comédia de sketches feita in-house por uma companhia de actores saídos de clubes de comédia e do improv-stand up novaiorquino que teve o condão de explodir convenções e explorar gags e punch lines bastante ousadas. Infelizmente a MTV na altura não tinha a abrangência que tem hoje, e o programa, assim como o grupo, viriam a desvanecer-se nas malhas do esquecimento, deixando no entanto grandes malhas como esta…
06 outubro 2006
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